África do Sul, um fim de semana em “casa”!

Não foi difícil chegar a Joanesburgo, andar de avião não tem nada de complicado, mas que foi cansativo foi! O dia começou em Mumbai às 2 da manhã, picámos o ponto em Abu Dhabi por volta das 7 da manhã e às 5 da tarde estávamos a apanhar as malas no aeroporto de Joanesburgo. Aparte dos fusos horários, foi trajecto para ter demorado umas 14 horas.

Estava combinado com a malta de Moçambique encontrarmos-nos na cidade de Nelspruit (a cerca de 200km de Maputo e a 400km de Joanesburgo) no dia 11. Era um trajecto que demoraríamos 5 horas e que a malta de Moçambique demoraria cerca de 2. Estávamos ansiosos para brindarmos (independentemente do motivo) com os nossos amigos.

No primeiro dia dormimos na capital administrativa da África do Sul no Jemini Backpackers Lodge. Aqui a vida é mais cara que nos países por onde passamos na Ásia, mas a qualidade também é outra. Ao nosso dispor tínhamos um motorista privado, piscina (apesar de estar frio), cozinha, sala de convívio com snooker, bar e uma churrasqueira. Digamos que um sitio com uma churrasqueira tem sempre valor, se ele se apresentar após 2 meses na Índia o valor aumenta exponencialmente. Fomos ao supermercado e compramos uns belos bifes, T-bones e mais o que os olhos podiam comer. Em seguida “churrascamos” durante a noite toda!

Só conseguimos bilhete para o autocarro das 8 da noite e tínhamos combinado com o Mendes por volta das 21 horas em Nelspruit para daí irmos juntos até Graskop, localidade onde iríamos ficar hospedados. Não era preciso ser génio para ver que alguém ia ficar à espera mas, surprise surprise, ninguém ficou! Para recordar velhos tempos o jeep do Mendes decidiu pregar uma partida à Careca tendo avariado junto da fronteira entre Moçambique e África do Sul. É certo que ninguém esperou por ninguém, pois era 1:30 da manhã quando ambos chegámos a Nelspruit. As aventuras não acabaram aqui, mas a história de não termos dormido nessa noite (ou dia) fica para uma plateia mais restrita :)

1ª Bónus: Ainda estávamos a acostumarmos-nos à luz do dia quando de repente juntam-se à festa a Anabela, a Ana Rita e o Fred que só puderam vir passar o dia. Lindo! Os homens trataram dos seus assuntos e as mulheres…bom, fizeram o que as mulheres fazem! A visita destes 3 últimos amigos foi curta, mas espectacular. No final do dia tiveram que regressar a Maputo, e no inicio da noite juntou-se o Gonçalo, a Catarina e o Sérgio para jantar.

2º Bónus: No segundo dia, domingo, todos tinham que regressar a Maputo. O Gonçalo, a Catarina e o Sérgio também estavam de “férias” em África pelo que abalaram logo de manhã para aproveitar o dia a fazer um safari. A Ana, o Dinis e o Mendes levantaram-se nas calmas, organizaram as malas e fizeram-se à estrada sem saber muito bem para onde. Incertos com os horários de autocarros e locais para os apanhar e sem saber se o jeep do Mendes se aguentava até Maputo a decisão já ao inicio da tarde pareceu-nos óbvia!!! Vamos fazer um safari no Kruger Park e mou man tai. Não podia ter sido melhor (humm, até que podia se os felinos tivessem aparecido), dos Big 5 vimos Elefantes, Rinocerontes e Búfalos. Também passámos por Impálas, Zebras, Girafas, Javalis e outros mais. Foi até ao pôr-do-sol, e foi brutal. Despedimos-nos do Mendes na estação de serviço de Malelane. Ele chegou bem a Maputo, e nós a Joanesburgo. Para breve ficou agendada a “caça” ao leopardo!

Foi, em suma, um fim-de-semana de convívio, foi tudo aquilo que poderíamos ter desejado e um pouco mais. O nosso obrigado, “foi um grande elogio” :)

Mumbai

Escusado será referir que após as 16 horas de autocarro que demorámos a cá chegar a nossa vontade para visitar a cidade era muito pouca e, para mais, a nossa vontade e ansiedade para chegar a África do Sul estava a chegar aos limites do insuportável. Basicamente tínhamos um dia para ficar com uma ideia de Mumbai, e não conseguimos (para dizer a verdade, também não nos esforçamos!). No entanto ainda passeamos pela zona de Colaba, acabando numa tentativa frustada de ver um filme de bollywood no cinema.

Há dias assim, em que se pensa mais no amanhã do que no hoje!

Panaji

Panaji é a capital de Goa. Com as suas casas coloniais, ruas e estabelecimentos comerciais com nomes Portugueses ou referências a Portugal, casinos ao longo da margem do rio e com as suas centenárias igrejas em Old Goa faz desta cidade, limpa e asseada (algo raro neste país), a mais agradável que visitámos no sul da Índia. O nosso alojamento foi num anexo da casa do Sr. Domingos. Ele e a sua mulher receberam-nos como ninguém, com bolinhos, chá, dicas e indicações, conversámos em português durante toda a nossa estadia. No final agradecemos as lembranças que nos deram e os agradáveis serões que proporcionaram. Não fosse o calor insuportável e Panaji tinha sido perfeita :)

Faltavam 2 dias para o nosso voo em Mumbai e 500 km para lá chegar.

Em busca da praia perdida. Gokarna, Palolem, Anjuna e arredores.

No estado de Goa há praias ao longo de toda a costa. Dá para ver todas mas, apesar de termos tentado, nem lá chegamos perto. A estratégia foi separar a zona sul da zona norte de Panaji (Capital de Goa). A primeira aposta não foi das melhores, dado que não achamos a praia de Gokarma (e o seu ambiente) muito interessante.

No dia seguinte já estávamos em Palolem e aqui sim, fizemos bingo. Dormimos, comemos e passámos os dias na praia. Num dos dias alugámos a mota da praxe e visitámos o Forte da Rama e as praias ao redor. O Sul marcou pontos, estava na hora de ver como eram as praias a norte de Panaji.

Anjuna foi a nossa base a norte. Uma praia não tão agradável como Palolem mas com grande potencial para festas mais alternativas. Nós não fomos para as festas, pelo menos não a todas, pelo que os dias eram preenchidos a visitar outras praias, como a praia de Vagator, Arambol, Calanguete, Aguada e o seu (nosso) forte.

As noite…bom, numa dela estava lua cheia :)

Kochi

Não é que tivéssemos fartos de praia, bem pelo contrário, no entanto, dado que a primeira estadia balnear da Índia impressionou, decidimos apenas passar 4 dias em Varkala na esperança de conseguirmos ver outras praias.

Mas antes da praia não podíamos deixar de conhecer as Backwaters de Kerala. De manhã cedo saímos de Varkala com o propósito de apanhar o Ferry Boat em Alleppey até Kottayam, de modo a navegarmos cerca de 25 km das muito mais extensas águas salgadas de Kerala. É uma viagem que vale a pena pelas aldeias e vegetação ao longo das margens. Nesse dia a chegada a Kochi já foi pela noite dentro e com uma chuva miudinha. Arranjar alojamento à noite já é complicado, à 1 da manhã, a chuviscar, e após uma dia inteiro em viagem ainda é mais. Mas, como em todo o lugar, um pouco mais na Índia, “money talks”!

Kochi é uma ilha bem preservada, com imensos prédios coloniais portugueses e as suas (nossas) igrejas (a Basílica de Santa Cruz foi inclusive restaurada na década passada com o significativo apoio da fundação Calouste Gulbenkian). Para visitarmos a zona alugamos uma motita e varremos tudo que tinha influência Lusitânia.

Ao final de um par de dias culturais achámos que estava na hora de relaxar um pouco, as praias de Goa esperavam por nós!