Mandalay (Via Yangon)

A partida estava agendada para as 21h pelo que estava previsto chegar a Yangon pelas 23h. Decidimos por bem reservar um alojamento para garantir uma chegada ao Myanmar tranquila. A ideia não era nova… mas foi a primeira vez que a colocamos em prática ( e não é que resulta!!!). Sem preocupações nesta primeira noite, ainda tivemos tempo e disposição para bebermos umas cervejinhas num bar local.

O segundo dia estava já planeado há muito tempo, de manhã mandar fazer o visto para a Índia, pelo almoço encontrarmo-nos com o nosso amigo Ciro Rendas e no final da tarde seguir viagem até Mandalay (10 horas de autocarro!). Tudo correu como previsto, com a pequena diferença de que as 10 horas foram efectivamente 12.

Apesar de termos chegado um pouco cansados a Mandalay, ainda alugamos umas bicicletas para conhecer aquela que foi uma das 11 capitais do Myanmar. Ora, como “Mandá-Lei” … quem semeia ventos colhe tempestades. Foi o dia todo a pedalar, subir montes e visitar templos. Para primeiro dia foi muito bom e produtivo, teria sido igualmente agradável se não estivessem 42 graus.

Mandalay, depois daquela maratona, estava vista. Pelo que optamos no segundo dia visitar os “highlights” das cidades em redor: Sagaing, Inwa e Amarapura. Nesta grande tour, em que cada um de nós ia à pendura do seu motoqueiro, parámos em mosteiros, visitámos templos e “conhecemos” os budas mais famosos da região. O descanso dos guerreiros foi em Amarapura a contemplar o pôr-do-sol, enquanto os monjes se faziam passear sobre a “U Bein’s Bridge” (a ponte de madeira mais comprida do Mundo)!

Bangkok , a despedida!

Estava a chegar o final das nossas férias da viagem :)

Bangkok foi o destino escolhido para as despedidas. Tinha que ser, ao fim de contas esta sempre foi a nossa cidade preferida do sudoeste asiático.

Foram 3 dias a esvaziar mercados e mercadinhos, a pé ou de barco, a fotografar templos e palácios, a “ler” o futuro e as gastar os últimos THB e tudo isto com o calor abrasador misturado nos cheiros característicos desta metrópole com mais de 9 milhões de habitantes. As noites foram conquistadas pelos gins tónicos no Visita ao ao Palácio Real e ao Buda Deitado Vertico Bar e pela gula por esta fantástica gastronomia.

Pelo meio ainda deu para tratar dos vistos para o Myanmar.

Feitas as despedidas perto da imigração do aeroporto, regressámos a Bangkok num silencio de quem está conformado que as férias acabaram. Agora estamos de volta à vida “budjet”, de mochilas às costas e comida de rua! (…mas é Mou Man Tai! :))

Phuket

As informações que obtivemos em Chiang Mai indicavam um anti-ciclone sobre a iha de Phuket. As nossas expectativas caíram uns bons pontos com estas informações. Mas enfim…os voos e hoteis estavam marcados e pouco havia a fazer. Chegados ao norte da ilha fomos brindamos com uma chuva tropical que só contribuiu para manter a moral que vinha desde Chiang Mai. Mas desta vez não foi o sol que foi de “pouca dura”…e sim aquelas absurdas expectativas. Uma hora de táxi até ao nosso hotel e tudo mudou. Tentando descrever, sem abusar nos adjectivos, os nossos 7 dias seguintes foram mais ao menos o seguinte:

– Ficámos hospedados em Kata beach, num hotel harmoniosamente erguido na encosta, no meio de uma pequena floresta tropical e sob a extremidade da praia de 4 km.

– Dos quartos (que foram simpaticamente upgraydados) demorávamos 5 minutos, por um trilho selvagem, até à praia de areia branca.

-Os dias eram passados entre as espreguiçadeiras da praia e na água cristalina do mar a fazer snorkling, a andar de mota-de-agua ou simplesmente a tentarmos refrescar-nos.

-Um dos dias tentámos variar (sem motivo aparente) e decidimos fazer uma tour até às ilhas phi phi. No fim o dia não variou muito, pois foi passado quase todo em praias igualmente belas e em águas igualmente quentes!

– Há ainda que fazer referência aos restaurantes divinos a que fomos. Recomendamos vivamente o “On the rock”, pela vista sobre a praia e principalmente pela confecção gastronómica.

Como última nota há que dizer que nem tudo foi perfeito. É que, na verdade, apesar de nunca ter chovido durante toda a nossa estadia em Kata (o que naturalmente foi óptimo) a água do mar não estava nas perfeitas condições. É que em vez dos seus 30º, a temperatura poderia estar a rondar os 28º! Mas enfim… não se pode ter tudo.

 

Chiang Mai

Sunday Walking Street

A noite de domingo é de mercado em Chiang Mai: a rua principal fecha-se para abrigar o Sunday Walking Street que anima e concentra turistas e locais. Há de tudo: artesanato, roupas, arte, comida (muita e feita na hora), animação (músicos, bailarinos, acrobatas) e, claro, sobre os passeios filas de chaises longues para os que procuram uma massagem ao fim do dia. Enfim, é todo um povo a mostrar a outro o que é seu e o que constitui a sua identidade. Dois pormenores curiosos: 1) no auge do bulício, com a rua plena de povo ouve-se pelo altifalante o hino nacional e, de repente, tudo pára, ar sério e solene e, como estátuas vivas, em silêncio total, fica-se a ouvir do principio ao fim o hino tailandês. Logo depois tudo retoma o seu ritmo, azáfama, alegria; 2) no domingo, nesta zona do mercado não se bebe álcool nem se fuma! Como ainda não tínhamos percebido a situação encararam-nos mal quando pedimos uma cervejinha para quebrar o picante do petisco que jantávamos. Mas a água também resolveu o assunto!

Monge em Cristal

Os templos em Chiang Mai são muitos e cada um encerra um pormenor que o torna atracção: ou é o mais antigo da cidade, ou tem a estátua de um Monge budista em cristal, ou foi trazido de outro país para este, enfim, é uma peregrinação que não cansa e que apetece.

Nos arredores de Chiang Mai há um mundo de surpresas variadas. Declinámos as tours mais fabricadas e, gerindo o nosso percurso fomos ao encontro da natureza e das Hill Tribes: desde o trecking, a pé ou de elefante, ao bamboo rafting, tudo experimentámos.

A despedida de Chiang Mai foi passada a deambular pelos jardins do palácio real de inverno e a fazer o maior night safari do sudoeste asiático.

Posted by M.L.

Luang Prabang

De ressaca dos dias passados em Vang Vieng apanhámos o autocarro rumo a norte. Luang Prabang ficava a apenas 180km e pelo que contavam seria uma viagem por paisagens à “postal”. Dito e feito! Foram 8 horas por estradas que contornavam as íngremes montanhas e que atravessavam as pitorescas “limestones” cobertas pela vegetação verde. Luang Prabang, cercada pelos rios Nam Khang e Mekong, é considerada Património Mundial da UNESCO. Os residentes são do mais simpático que por aqui há, os mercados do mais vivo e diversificado, e a cidade, a segunda maior do Laos, é do mais bonito, agradável e tranquila (mou man tai) que conhecemos no sudoeste asiático. Começa-se a tornar repetitivo as descrições das nossas actividades, mas ainda bem! É que nestes ambientes não há coisa melhor do que passear pelos templos, perdermo-nos pelas ruelas, banhar nas cascatas e beber umas Beerlaos nas esplanadas junto ao rio enquanto o sol se põe.

Luang Prabang foi a melhor despedida que poderíamos ter deste fantástico país. A viagem para a Tailândia é outra história… até merece um “post” próprio!

Vang Vieng

 

Não sabíamos muito bem o que esperar de Vang Vieng. Quem cá já tinha estado dizia que era muito fixe, sem bem explicar o porquê! Também não sabemos o que dizer sobre a região, mas vale a pena cá ficar uns dias valentes! Os nossos dias foram passados com visitas às grutas, lagos e partys nos bares ao longo das margens do rio! É um ambiente mais virado para maluquice do que para a tranquilidade, pelo que só aqui ficámos 4 dias (há uns 10 anos atrás teriam sido 4 semanas)!

Vientiane

Banca de frutas para fazer os Batidos

Para capital de um país Vientiane é uma tranquilidade. Não há muito para fazer/visitar na cidade, mesmo assim alugámos uma bicicleta e fizemos a tour do costume! Entre os mercados, monumentos, ruas e avenidas temos a destacar os batidos de fruta e a pastelaria francesa :)

Curiosamente, foi aqui em Vientiane que encontrámos os primeiros conterrâneos desde que começamos esta viagem. Ela, a Helena, está em viagem pela Ásia e o Nuno contou-nos que estava em trabalho para comprar as sedas que vende nas suas lojas de Lisboa e da Comporta.

Despedimo-nos do Nuno e juntamente com a Helena seguimos viagem para Vang Vieng!

Bolaven Plateau

Depois do descanso nas 4 Mil Ilhas seguimos em direcção à província de Champasak. O propósito era visitar as belezas naturais da região, em concreto do Bolaven Plateu. Entre inúmeras quedas-de-água, planícies com plantações de café e todas as aldeia por lá dispersadas fazem desta região um dos nossos pontos-altos do Laos! Recomendamos para descanso, natureza e experiência cultural. Em Bolqven Plateau optámos por nos instalar em Tad Lo, cuja a descrição da beleza natural é difícil de fazer. Seja como for, aqui fica o que dizia o folheto informativo da agência de turismo do Laos.

 

“Imagine waking up, stepping outside your room, walking a few steps, and finding yourself facing a 30-meter-wide, tree-lined waterfall crashing over a 10-meter, tiered rock wall into a series of rapids before settling into a calmly flowing river. This vision turns into reality when staying in Tad Lo.”

Si Phan Don (O Hardcore do Tranquilo)

Foi ao final do dia, após mais uma etapa de 500 km (11 horas) desde Siem Reap, que chegámos a Don Det! Esta ilha fica na região de Si Phan Don (tradução exacta, 4 Mil Ilhas). É difícil de explicar o quanto tranquila é a vida em Don Det. Com os ares do rio Mekong, as paisagens e o calor anda tudo devagar, muito devagar, mas no entanto também anda tudo sempre Happy! Um ambiente destes mereceu tempo para ser estudado e, como tal, por cá ficámos uma série de dias. De bicicleta visitámos a ilha e arredores, banhámos-nos nas quedas-de-água por onde passávamos e descansámos das viagens recentes! Em Don Det as horas teimavam a passar, mas ficou a sensação de que a estadia aqui durou pouco tempo! Para muitos uma vida destas é priceless, mas na realidade, em Don Det, é bastante barata e saudável, dado que tudo – no Laos – fecha por volta das 23:30.

Siem Reap e os Templos de Angkor

Para aqui chegar não foi nada fácil! Tudo começou às 5 da madrugada na Rabbit Island. Foram 30 minutos de barco e 11 horas de autocarro. A expectativa era encontrar uma cidade “suporte” aos templos de Angkor mas mais uma vez enganamos-nos! O centro de Siem Reap está muito há frente do que era há 4 anos. E entre a noite animada, os mercados e os inúmeros restaurantes ao longo do rio não faltaram alternativas a esta cidade. Usufruirmos de tudo e no dia seguinte fomos visitar o highlight do Cambodja.

Os templos de Angkor são, sem sombra de dúvida, impressionantes! Duvidamos se melhores, mas pelo menos comparáveis, com a Muralha da China ou as Pirâmides de Gize! Seja como for, merecem todo o estatuto de património da UNESCO e todos os milhares de turistas que diariamente recebe.